O que é?

O Diabetes Mellitus é doença crônica causada pela falta absoluta ou relativa da insulina no organismo. Quando a insulina produzida pelas células beta pancreáticas torna-se insuficiente, a glicose é impedida de ser absorvida pelas células, o que ocasiona elevação da mesma na corrente sanguínea. Os níveis glicêmicos ideais em jejum, variam de 70 a 99 mg por 100 ml de sangue.

Se as células não recebem glicose, o cérebro sinaliza que está faltando alimento (Energia) para o corpo e ativa mecanismos de emergência para providenciar esse alimento. Esses mecanismos fazem o fígado produzir glicose e mandá-la para o sangue, além de obrigar o tecido gorduroso a queimar suas reservas para produzir mais energia que movimentará o corpo humano.

Como conseqüência a glicose vai subir mais ainda, e o paciente começa Emagrecer,e sentir Fraqueza (pois ao mesmo tempo falta energia, já que a insulina responsável pela absorção da glicose está ausente ou deficiente).

Esses fenômenos levam a pessoa a sentir fome (Polifagia), o que vai aumentar ainda mais os níveis sangüíneos de glicose. A queima de gorduras para produzir energia gera Corpos Cetônicos, que devem ser eliminados pela respiração, o que ocasiona um hálito com cheiro adocicado (Hálito Cetônico) e pela urina (Cetonuria).

O diabetes é um dos mais graves problemas de saúde pública, pois contribui com 40 % das doenças cardiovasculares que são a principal causa de mortalidade no mundo, portanto pode-se considerar que como doença crônica isoladamente, é a maior causa de mortalidade em todo o mundo. (IDF-2003).

O diabetes pode atingir o ser humano independente de idade, sexo ou raça.

Um estudo multicêntrico nacional realizado no final da década de 1980 mostrou que a prevalência no país era de 7,6%.

Outra pesquisa realizada em 2003 na região de Ribeirão Preto, no interior paulista, mostrou que a prevalência era de 12%.

Estima-se que, no Brasil, o diabetes acomete aproximadamente 10% da população entre 30 e 69 anos, atingindo entre 9 a 10 milhões de pessoas, sendo que , apenas 5 a 6 milhões conhecem sua situação, portanto praticamente metade dos pacientes está sem diagnóstico e logicamente sem receber nenhum tratamento.

Assim sendo, se você possui e pensa que é a única pessoa portadora de diabetes, está muito enganado, pois de cada 100 pessoas, entre 30 e 69 anos, pelo menos 9 a 10 tem a doença, o que o fará encontrar diabéticos onde estiver.

Tipos de Diabetes:

Diabetes Tipo 1
Doença auto-imune em que têm-se auto-destruição das células do pâncreas que produzem insulina.

Quando pouca ou nenhuma insulina é produzida, o corpo não consegue absorver a glicose do sangue; as células ficam desnutridas, e o nível de glicose no sangue fica constantemente alto. A solução é injetar insulina subcutânea (embaixo da pele) diariamente para que a glicose possa ser absorvida pelas células.

Uma vez que o distúrbio se desenvolve, não existe maneira de “reativar” as células produtoras de insulina no pâncreas.

Portanto, a dieta correta, e injeções diárias de insulina são necessárias por toda a vida de um diabético.

Não se sabe o que causa a destruição das células produtoras de insulina do pâncreas ou porque o diabetes desenvolve em certas pessoas e não em outras. Fatores hereditários parecem ter o seu papel, mas o distúrbio, praticamente, nunca é diretamente herdado.

Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença. Mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. Pode ser algo próprio do organismo, ou uma causa externa, por exemplo, perdas emocionais. Ou também alguma agressão por determinados tipos de vírus: O Coxsackie.

Diabetes Tipo 1, são considerado o diabetes da infância e juventude, atinge aproximadamente 5% do total dos pacientes diabéticos, mas pode aparecer em pessoas com até 35 anos.

Diabetes Tipo 2:
O Diabetes Tipo 2 é considerado o diabetes do adulto, e é responsável por 95 % dos diabéticos.

Esse tipo de diabetes é de 8 a 10 vezes mais comum que o Tipo 1, acometendo 10% da população, entre 30 a 69 anos. E em alguns casos recém diagnosticados, pode ser tratado (controlado) com dieta e exercícios físicos; em outros casos necessita de um tratamento mais rigoroso com medicamentos orais (hipoglicemiantes) e em fases mais avançadas e em pacientes de difícil controle será necessária a associação de insulina ou até mesmo a insulinoterapia intensiva.

Sabe-se que o Diabetes Tipo 2 possui fator hereditário maior do que o Tipo 1. Além disso, há grande relação com a obesidade e o sedentarismo, ou seja, com o estilo de vida. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos.

Uma das peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção pelas células musculares e adiposas; por muitas razões, essas células não conseguem metabolizar a glicose presente na corrente sangüínea. Denomina-se essa anomalia de “resistência Insulínica”.

Os sintomas do Diabetes Tipo 2 são menos pronunciados e esta é a razão para considerar este tipo de diabetes mais “silencioso” que o Tipo 1. Por isso ,o Diabetes Tipo 2 deve ser levado a sério pois seus sintomas podem permanecer desapercebidos por muito tempo, pondo em sério risco a saúde da pessoa . Quando ocorre o diagnóstico, 50% das pessoas já têm complicações.

Diabetes Gestacional:
Diabetes Gestacional é o tipo de diabetes que acomete mulheres não-diabéticas durante a gestação.

No Diabetes Gestacional, a mulher desenvolve o diabetes durante a gestação, porque produz quantidade insuficiente de insulina para ela e seu bebê.

Ao término da gestação, a mulher poderá voltar ao seu estado normal de produção de insulina. Esse processo pode ocorrer neste período, pois a placenta produz substâncias que bloqueiam a ação da insulina, o que pode provocar em alguns casos o aumento da glicemia.

Essa é uma situação passageira em sua vida e seu bebê vai desenvolver-se normalmente, se forem seguidas todas as recomendações do seu médico e a glicemia seja mantida dentro dos parâmetros normais desejáveis.

Fatores de Risco do Diabetes Gestacional 
• Idade acima de 30 anos;
• Obesidade ou ganho excessivo de peso na gestação;
• Parentes próximos com diabetes;
• Gestação anterior com bebê pesando mais que 4 Kg ao nascer;
• Aborto ou morte fetal anterior (não-esclarecidos);
• Tratamento de hipertensão arterial;
• Diabetes em gestações anteriores;
• Presença de glicose na urina.

Consequências da glicemia elevada para a gestante e o bebê
• Macrossomia – a criança cresce muito e pode nascer pesando mais que 4 Kg;
• Parto cesária em função do tamanho da criança;
• Bebê com hipoglicemia ao nascer (baixa de açúcar no sangue);
• Morte fetal intra-útero;
• Infecções urinárias freqüentes na gestação;
• Parto prematuro em função de excesso de líquido amniótico no útero, causando, aumento exagerado da barriga e do peso;
• Má formação fetal.

Mantendo os níveis de glicemia em valores normais, a gestante evitará todas as conseqüências do Diabetes Gestacional.

Quando o Diabetes Gestacional for diagnosticado, será obrigatório o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar composta por médicos obstetra e endocrinologista, além de nutricionista e enfermeira.

 

Fatores de risco

Fatores de risco relacionados ao desenvolvimento de diabetes:

• Obesidade, (inclusive a obesidade infantil).
• Hereditariedade
• Falta de atividade física regular
• Hipertensão
• Níveis altos de colesterol e triglicérides
• Uso de determinados medicamentos, à base de cortisona
• Idade acima dos 40 anos (para o Diabetes Tipo 2)
• Estresse emocional

 

Sintomas
Os sintomas do diabetes são decorrentes do aumento da glicose no sangue e manifestam-se por:
• Aumento de apetite
• Aumento do número de micções
• Aumento do volume da urina
• Coceira vaginal
• Dificuldade de cicatrização de feridas
• Fadiga, fraqueza, tonturas
• Formigamento, dormências e dores nas mãos, pernas e pés
• Infecções urinárias freqüentes
• Perda de peso
• Pressão arterial alta
• Sede excessiva
• Surgimento do hábito de urinar a noite
• Visão embaraçada (turva)

Baseado nos sinais e sintomas descritos acima, pode-se considerar manifestação do diabetes quando estamos diante do aparecimento de vários desses sintomas ao mesmo tempo.

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Fonte: ANAD